"o pior analfabeto é o analfabeto político..." Bertold Brecht

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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2005

APFN apenas para famílias fruto do casamento



Qual não foi o meu espanto ao ler as declarações prestadas pelo responsável regional pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), num órgão de comunicação social local e que me deixam no mínimo revoltada.
Ao referir-se aos principais objectivos da APFN, o seu responsável referia que um dos objectivos era “a promoção da família resultante do casamento entre homem e mulher como elemento fundamental da sociedade”.
Esta afirmação, na minha opinião, é no mínimo retrógrada, na medida em que não considera como família todos os novos tipos de organização familiar que têm vindo a aparecer, fruto da normal evolução da sociedade e das mentalidades.
Então, uma família monoparental, seja ela fruto do divórcio, da separação, da morte de um dos cônjuges ou do simples facto de optar não casar não é uma família?!
Então as famílias fruto da união de facto – felizmente já reconhecida juridicamente – também não são famílias?!
Ou será que este tipo de famílias, mesmo podendo ser numerosas – segundo a actual definição com três ou mais filhos – são famílias de segunda e que não têm lugar nesta associação?!
Será que esta associação é contra o planeamento familiar, a educação sexual e o acesso aos métodos contraceptivos?!
Ainda muito há a discutir e estudar sobre a evolução social e os novos tipos de organização familiar, contudo, esta ideia de considerar como família apenas a resultante do casamento, soa-me não só a reaccionarismo, mas também a discriminação. Só falta saber se terá de ser fruto do casamento religioso…!
Será que estas ideias correspondem à opinião da maioria dos associados, ou pelo contrário, são ditadas por uma minoria dirigente?!
Por outro lado, na entrevista longa, o responsável regional por esta associação considera como outra grande vertente de acção a defesa do direito à vida e a luta contra o movimento tendente à despenalização da interrupção voluntária da gravidez.
Será que quem defende que as mulheres que por uma ou outra razão decidem recorrer ao aborto não devem ser julgadas e penalizadas com pena de prisão que pode ir até aos três anos, não pode ter uma família numerosa?! Ou se o tiver não pode ser associado por não concordar com esta visão sobre um assunto tão penoso para as mulheres?!
É óbvio que defendo o direito à vida! É óbvio que preferia viver num país onde não tivéssemos de ter este tipo de discussão, por não ser um problema, pois tal significava que as mulheres e as famílias portuguesas tinham acesso a métodos contraceptivos e que existia uma efectiva política de planeamento familiar que permitia a todos terem o número de filhos que quisessem, como e quando quisessem.
Eu defendo o direito à vida com qualidade! Não defendo que se deva ter filhos apenas por os ter, sem nos preocuparmos com o futuro que lhes podemos ou não dar.
Por outro lado, acho ser urgente a existência de políticas de promoção da natalidade no nosso país, tendo em conta a realidade demográfica com que nos deparamos, mas tal passa não apenas por incentivar as pessoas a terem mais filhos, mas por lhes dar garantias de que esses filhos terão uma vida digna; terão acesso à saúde e educação públicas e de qualidade; terão oportunidades de terem projectos de vida; que os pais terão condições de sustentar os filhos sem terem de contar os trocos a ver se o dinheiro estica até ao fim do mês; de que haverá políticas laborais que permitam o trabalho a tempo parcial sem perda de rendimentos; de que os pais terão hipóteses de passar mais tempo com os filhos, não estando condenados à situação lastimável de serem pais de fim-de-semana, quando o podem…!
Com as eleições de ontem, resta saber que rumo tomará Portugal também neste aspecto!
E já que José Sócrates abanou a bandeira do social, resta-nos saber que medidas sociais irá implementar, ou se esta será uma paixão passageira como foi a da educação no tempo de Marçal Grilo.
Resta igualmente saber se iremos ter mais do mesmo com outras caras, ou se iremos ter uma efectiva viragem à esquerda com mudanças efectivas que permitam combater o crescente aumento do fosso entre ricos e pobres…
A ver vamos!

analfabetado por ilheu às 15:30

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