"o pior analfabeto é o analfabeto político..." Bertold Brecht

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Terça-feira, 21 de Março de 2006

O que nasce torto…

Lá diz o ditado que “o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita” e parece que o transporte marítimo de passageiros nos Açores é um exemplo claro disso.

Primeiro, tivemos a “Açorline” que durante alguns anos, prestou um serviço que deixou muito a desejar não só em termos de segurança, como de qualidade (comodidade dos passageiros, cumprimento de horários…). Com a mudança efectuada este ano, esperava-se uma melhoria significativa em termos de qualidade e de segurança, contudo, já começaram a circular na comunicação social notícias de que os barcos a adquirir pela “Transmaçor” não reúnem as condições de segurança exigidas, tendo que ser efectuado um enorme investimento nos mesmos.

Ao que consta, vamos continuar a pagar – aliás, vamos pagar bastante mais – e o serviço prestado, pelo menos no que respeita às condições de segurança, continuará a deixar muito a desejar, basta ver que um dos barcos que virá operar para os Açores já tem 33 anos (o Express Athina, foi construído em 1973), enquanto o outro tem 26 anos (Baía de Málaga, construído em1980).

Não só se adivinha que vamos continuar a ter um mau serviço, como iremos pagar mais por este… basta ver que uma passagem de Ponta Delgada para Santa Maria, aumenta cerca de cinco euros.

O facto deste aumento ter sido anunciado nos órgãos de comunicação social como representando menos de metade de uma passagem de avião, pretende apenas atirar areia para os olhos dos açorianos, uma vez que o Governo Regional vai pagar à Transmaçor de indemnizações compensatórias € 16 milhões durante seis anos. Por outro lado, o aumento é justificado com uma série de subidas, mas é superior à taxa de inflação e muitíssimo superior aos aumentos salariais dos açorianos que há muito que vêm a perder poder de compra.

A ver vamos… mas uma coisa é certa, este bebe parece que volta a renascer torto…!

Mudando um pouco de assunto, e mesmo sem perceber “patavina” de economia, não posso deixar de estranhar certas contas feitas pelos membros do Governo, ou pelos responsáveis do Gabinete de Informação do Governo.

A 28 de Dezembro de 2004, o Secretário Regional da Habitação e Equipamentos assinou um protocolo com a Casa de Povo de Rabo de Peixe no valor de € 50 mil, destinados à reabilitação de habitações degradadas de pessoas idosas. Segundo uma notícia da altura o protocolo “(…) decorre no âmbito das parcerias de luta contra a pobreza, permitindo a realização de pequenas intervenções em habitações degradadas na Vila de Rabo de Peixe, dotando-as das condições mínimas de habitabilidade”.

Qual não é o meu espanto, ao ler a 17 de Março de 2006 (ou seja, decorridos um ano e três meses) que o Director Regional da Habitação visitou na Vila de Rabo de Peixe ”as obras em curso em cinco moradias, integradas no programa de apoio à recuperação de habitação degradada”, resultantes do dito protocolo assinado há mais de um ano.

Agora, resta saber se esta verba foi contabilizada no plano de execução de 2005, ou se passou para o Plano e Orçamento de 2006, é que a segunda hipótese permite que o Governo Regional, daqui a dias, venha dizer que investiu € 100 mil na recuperação de habitação degradada em Rabo de Peixe…

Muito mais haveria para dizer/escrever, nomeadamente quanto a certos rumores sobre supostas aplicações duvidosas destas verbas… contudo, as limitações de espaço não o permitem.

A finalizar, gostaria de endereçar um sentido e reconhecido agradecimento a toda a equipa do Açoriano Oriental, desde o seu director a todos os trabalhadores, bem como a todos os que, ao longo destes quatro anos tiveram “paciência” para ler os meus escritos semanais, bem como a todos quantos, através de correio electrónico, comentários no blog ou mesmo pessoalmente, expressaram o seu agrado ou desagrado com o que fui escrevendo.

Após cerca de 192 semanas de colaboração regular com o Açoriano Oriental, despeço-me de todos os que me acompanharam prometendo contudo que, sempre que haja algum assunto que a tal me “obrigue”, voltarei “à carga”.


analfabetado por ilheu às 13:08

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4 comentários:
De Silva a 18 de Abril de 2006 às 11:16
Caro senhor, parece que anda um pouco mal informado acerca dos navios que virão operar para os açores. De facto um dos barcos é o Bahia de Malaga construido em 1980, bem como o Athina (e não Express Athina) já com registo português de nome Ilha Azul (http://www.faktaomfartyg.com/bahia_de_ceuta_1980.htm). Sobre os preços, quem pode vai de avião e quem não pode vai de barco.
So lhe estou a responder para que as coisas não fiquem por meias verdades. Não tenho nada com a Transmaçor, só estou farto desses "cubanos" que se armam em bons.
Obrigado


De ilheu a 20 de Abril de 2006 às 13:11
Para já, não sou senhor mas senhora... também não sou cubana, sou terceirense e resido em São Miguel... por outro lado, costumo viajar de barco inter ilhas e, como tal, tenho conhecimento de causa sobre a péssima experiência com a Açorline.
a terminar, o artigo foi efectuado com base em notícias que vieram na comunicação social e que não foram desmentidas pela Transmaçor...


De Silva a 27 de Abril de 2006 às 10:49
Peço muitas desculpas se a ofendi, mas através do nome tirei a conclusão que seria um senhor, mas desculpe novamente.
Quanto aos cubanos, não estava falando de si, mas sim da administração da Açorline e seus sócios, visto que apenas cerca de 40% do capital da empresa pertence a açorianos, ao contrário que a Transmaçor é 100% açoriana.
Minha senhora, também tenho muitas más experiencias com a Açorline, para além de quase ter dormido ao relento no porto da Praia da Vitória devido á incompetência dos empregados e "Hotel Staff", a minha viagem foi cancelada, estava eu no porto da Praia da Graciosa (em meados de junho de 2005) quando avisaram que por motivos de mau tempo o barco não poderia vir e atracar, mas o estranho é que o mar estava bom e não estava muito vento que impossibilitasse a operação. CONCLUSÃO, como tinha poucas pessoas na Graciosa, a Açorline decidiu poupar combustível e saiu de São Jorge para a Terceira. Eu em vez de ir para São Miguel por 1 euro com o cartão Inter-jovem, tive de ir de avião e pagar cerca de 150 euros...
Espero que o serviço e os horários da Transmaçor sejam melhores que os da Açorline.


De bono ox a 24 de Abril de 2006 às 01:38
tambem ja ouvi dizer que este ano nao á cartao inter-jovem para ninguem.
lá se vai as festas do cais de agosto...


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