"o pior analfabeto é o analfabeto político..." Bertold Brecht

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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2006

O voto que merece confiança!

“(…) Passo a passo avançamos na luta/Pela paz, pelo trabalho, pelo pão (…)” precisamente pela sua actualidade, este é um extracto do hino entoado pelos milhares de pessoas que no passado sábado encheram (até transbordar) o Pavilhão Atlântico em Lisboa.
Na verdade, cada vez faz mais sentido lutarmos pelo trabalho e pelo pão, uma vez que os sucessivos governos têm baseado a sua actuação no ataque sistemático aos direitos e conquistas dos trabalhadores, ao mesmo tempo que nos retiram poder de compra.
De acordo com um estudo realizado pelo economista Eugénio Rosa, a 15 de Janeiro deste ano, desde 2000 até à data, os trabalhadores da administração pública perderam 5,6% de poder de compra.
No ano passado, os trabalhadores deste sector tiveram aumentos salariais na ordem dos 2,2%, tendo-se situado a taxa de inflação nos 2,3%, o que significa que houve uma diminuição do poder de compra na ordem dos 0,1%.
Para este ano, o Governo de Sócrates propõe um aumento salarial de 1,5%, sendo a previsão da taxa de inflação de 2,5%, o que significa que os trabalhadores irão perder poder de compra na ordem de 1 ponto percentual.
Todos sabemos que normalmente os aumentos salariais da administração pública servem de referência para os aumentos salariais dos trabalhadores do sector privado, pelo que, este ano, vamos continuar a perder poder de compra, aliás, começamos o ano a perder poder de compra, uma vez que logo no primeiro dia do ano já fomos confrontados com subidas em bens e produtos, alguns deles de primeira necessidade.
Por outro lado, já temos as grandes superfícies económicas a preparem terreno para mais agravamentos nos bens, alegando a subida da electricidade e dos combustíveis.
Todos sabemos quem têm sido os responsáveis por este estado de coisas! Todos sabemos que a actual crise económica se deve à má gestão dos governos do PS e do PSD, que sucessivamente se têm alternado à frente dos destinos do país, sem apresentarem alternativas aos trabalhadores!
Sabemos ainda e não podemos esquecer que Cavaco Silva, enquanto Primeiro-Ministro, demonstrou uma enorme falta de respeito por quem trabalha…!
Da mesma forma que sabemos e não podemos esquecer que Mário Soares, às graves ofensivas contra os trabalhadores, com o início dos contratos a termo certo, levando a uma crescente precarização das relações de trabalho em que o patrão tem a faca e o queijo na mão! Isso mesmo lembrou um trabalhador aquando da visita do candidato aos estaleiros da Lisnave afirmando perante as câmaras de televisão: “Foi o senhor que trouxe a fome e a miséria à Lisnave!”… afirmações que tanto incomodaram o candidato, ao ponto deste entrar no autocarro sem prestar declarações à comunicação social – as verdades doem, ainda mais quando se está em campanha e precisa os votos de quem trabalha e tanto tem sido espezinhado!
É por estas e por outras que cada vez sobra mais mês e falta dinheiro…!
É por estas e por outras, que quem trabalha e sente as dificuldades não deve votar Cavaco Silva nem Mário Soares…!
É por estas e por outras, que o voto com confiança, é o voto em Jerónimo de Sousa…!
E é também por isto, que Jerónimo de Sousa tem sido acarinhado por todos os sítios onde passa, é por isto que o Pavilhão Atlântico encheu, ao ponto de haver milhares de pessoas que nem conseguiram entrar…
E é por isto que no próximo domingo, todos devemos votar em Jerónimo de Sousa!

analfabetado por ilheu às 10:21

para onde devo ir | ajuizar | juntar...
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1 comentário:
De Anónimo a 18 de Janeiro de 2006 às 20:31
O Cavalo Vencedor e o Cavaco Perdedor
Hoje, no Forum da TSF sobre as sondagens, às tantas ouvi o Pedro Magalhães (Director do Centro de Sondagens da Católica) e (pondo as barbas de molho como o Mais Livre já alertou) a dizer que “as sondagens não servem para prever resultados eleitorais, servem para descrever intenções de voto”, “para o eleitorado da direita o Cavaco é o seu candidato” e até que “as eleições decidem-se no voto e não nas sondagens”.
Nessa altura, mais do que nunca ficou para mim claro que estas “sondagens” (e particularmente as “diárias” do DN e da TSF) foram a arma a que desta vez os cavaquistas (i.e. os grupos económicos e financeiros que pretendem pôr Cavaco na PR), deitaram a mão com mais força, para nos levarem na conversa deles..
Estas “sondagens” tentam fazer Cavaco parecer o que não é. Tentam dar dele a imagem de “vencedor”, escondendo que Cavaco é um candidato banal e minoritário. Banal, como se viu pelas generalidades que debitou nos debates e continua a debitar na campanha. Minoritário porque só tem o apoio do PSD e do PP. E bem nos lembramos das encenações com o Veiga e o Carlos Beato para “provar” apoios fora do seu campo, quando o Veiga se representa a si próprio e o Beato já antes o tinha apoiado...
Isto é tentam vender-nos o Cavaco como (durante muitos anos) nos venderam o sabonete Lux, não porque fosse um sabonete melhor do que os outros, mas porque era usado por nove em cada dez estrelas de Hollywood. Agora impingem-nos Cavaco, não porque seja melhor mas porque 60, 55, ou 53 por cento dos portugueses alegadamente vão votar nele...isto é, jogam no facto das pessoas gostarem de apostar no cavalo vencedor.
Mas estas “sondagens diárias” têm tão pouca credibilidade que nem sequer o Pedro Magalhães as inclui no gráfico do seu blogue Margens de Erro. É que as variações diárias que desde o dia 9, fazem as manchetes do DN e da TSF, estão todas dentro da margem de erro da própria sondagem e assim essas tais variações diárias podem portanto não significar rigorosamente nada. Mas disto ninguém avisa nem os ouvintes da TSF nem os leitores do DN...
Mesmo “pegando” nestas “sondagens”, em números brutos nem uma única vez sequer o Cavaco atingiu os 50%...no máximo foi aos 48% em 10 e 11 de Janeiro e hoje quedou-se pelos 41%. Isto é, nas 600 pessoas que em quatro dias foram inquiridas, nem 300 disseram que vão votar nele e hoje 240 dizem que sim mas 360 dizem que não.
E assim, apesar das “sondagens” se esvai a máscara do Cavalo Vencedor e começa a surgir o verdadeiro Cavaco Perdedor.
As sondagens – não as subestimemos – são técnicas poderosas para fazer a cabeça às pessoas, para criar modas, para nos porem a comprar coisas de que antes nunca necessitámos, para nos porem a simpatizar com quem não conhecemos (ou vice-versa). As sondagens custam dinheiro, muito dinheiro. Por isso quem o tem e quer atingir um determinado fim usa e abusa delas.
Mas sendo as “sondagens” a arma “deles”, é bom que a malta não esqueça que o voto é a nossa arma. E eu como trabalhadora e mulher vou usar o meu voto para eleger Jerónimo. E convido todos a ousarem fazer o mesmo!

Margarida
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(mailto:margaridamar@netcabo.pt)


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