"o pior analfabeto é o analfabeto político..." Bertold Brecht

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Terça-feira, 28 de Junho de 2005

Governo de Sócrates em estado de desgraça!

Sem dúvida que o “estado de graça” do governo de José Sócrates há muito que passou, tendo-se agravado nas últimas semanas o estado de desgraça, com o aumento do clima de contestação social.
Depois da Jornada Nacional de Luta do passado dia 17, convocada pela Frente Comum, a qual, não só teve enorme adesão por parte de trabalhadores de diversas áreas da administração pública, mesmo de sectores que enfrentam problemas específicos, como é o caso do pessoal docente, dos funcionários judiciais, dos juízes e dos magistrados, passando pelos polícias, guardas prisionais e agentes da PJ e da GNR.
Como se não bastasse a enorme adesão à Jornada de Luta, ao longo da última semana sucederam-se as manifestações de protesto contra as medidas extremamente gravosas para a generalidade dos trabalhadores que este governo pretende implementar.
A juntar a tudo isto, as declarações efectuadas pela senhora Ministra da Educação sobre as decisões dos Tribunais Administrativos de Ponta Delgada e de Lisboa quanto à providência cautelar interposta pelos sindicatos de professores acerca dos serviços mínimos.
As declarações da Srª Ministra sobre a decisão emanada do TA de Ponta Delgada, mais tarde apelidadas de “gaffe”, não são uma mera “gaffe”, mas sim um erro gravíssimo, cometido por um elemento do Governo da República, supostamente escolhido “a dedo” para desempenhar as funções e o cargo que ocupa, e que cometeu um erro crasso, não só pelo facto de ser revelador de um profundo desconhecimento da realidade, geográfica, social, cultural e administrativa, mas também política e constitucional.
Convém talvez lembrar a Srª Ministra, que os Açores não são a Região Autónoma da Madeira, que nós não temos – e ainda bem – nenhum Alberto João Jardim; que os Tribunais na Região, mesmo podendo atender a determinadas especificidades, regem-se pelas mesmas leis dos do território continental; que os Tribunais, como toda a área da Justiça no nosso país, felizmente, são independentes do poder político – e ainda bem…
Quanto ao secretário regional da Educação, as suas gaffes, insinuações, insultos e mais recentemente ameaçadas, já são conhecidas de uma grande parte dos Açorianos. Agora, querer fazer vingar na Região, uma decisão de um Tribunal de Lisboa, cuja instância é exactamente a mesma do existente em Ponta Delgada, apenas porque a decisão do outro lhe é mais favorável… tenha dó, sr. Secretário…!
No que se refere ao juiz do Tribunal Administrativo de Ponta Delgada, resta-me dar-lhe os parabéns pela decisão tomada, da mesma forma que devem ser dados os parabéns a todos os funcionários judiciais dos Açores que no passado ia 17, aderiram à Jornada Nacional de Luta, encerrando grande parte dos Tribunais existentes na Região, numa clara manifestação de descontentamento com as medidas já anunciadas – e com as que se prevê venham a ser anunciadas – pelo Governo da República.
Lamentável apenas, o facto de em alguns dos tribunais da Região que se encontram com problemas acrescidos, a adesão tenha sido nula ou baixa. Refiro-me como é óbvio, ao Tribunal de Nordeste – que segundo as novas contas do Governo e o plano de contenção de despesas, corre o risco de encerrar as portas – e ao Tribunal de Vila do Porto, cujas instalações não só deixam muito a desejar, como fazem lembrar o filme “Qualquer dia a casa vem abaixo”… É pena, na minha modesta opinião enquanto cidadã, que os trabalhadores destes dois tribunais, não tenham aproveitado esta Jornada de Luta para demonstrarem a força que podem ter…!
Quanto à luta dos professores e às diversas opiniões veiculadas em muitos órgãos de comunicação social, nomeadamente no que respeita ao facto dos professores poderem ter aderido à luta assegurando a realização dos exames nacionais e demonstrando ao mesmo tempo o seu descontentamento com a situação que actualmente se vive, desafio quem veiculou ou defende este tipo de ideia, que nas próximas jornadas – pois acredito que ainda a procissão vai no adro – independentemente de ser ou não trabalhador da administração pública, que demonstre a sua solidariedade…
É preciso que não nos esqueçamos de que os ataques aos direitos dos funcionários públicos, terão repercussões no sector privado, como tal, não nos ficaria nada mal andarmos com um pequeno autocolante no qual se lesse “Eu estou solidário com os trabalhadores em luta!”…
Aqui fica o desafio, para as próximas jornadas, pois a luta continua!

analfabetado por ilheu às 10:17

para onde devo ir | ajuizar | juntar...
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2 comentários:
De Anónimo a 30 de Junho de 2005 às 08:05
Pois é Vítor, eu sei que houve funcionários aí que não aderiram à greve...
Quanto ao pré-aviso, ele está na página de internet do SFJ e creio que foi enviado para todos os tribunais...
Também sei que um dia de salário a menos faz muita diferença no fim do mês para quem vive dos rendimentos do seu trabalho... mas no actual momento que vivemos, com sistemáticos ataques aos trabalhadores, a luta deve ser de todos e há sacrifícios que se impõem para que a luta dê resultados...
Um abraçoLurdes
</a>
(mailto:lurdesbranco@sapo.pt)


De Anónimo a 29 de Junho de 2005 às 20:07
Pois é, há funcionários que não aderiram!
Mas até hoje o SFJ ainda não explicou a ninguém por que foi o único sindicato a aconselhar os funcionários a fazer greve (a greve visava apenas posibilitar a manifestação, não era?).
Acresce que há muitos para quem um dia de trabalho a menos implica um rude corte no orçamento doméstico (para alguns o único motivo para a não adesão). É que há quem pense que os funcionários estão mais do que bem pagos, que ganham inúmeras horas extraordinárias, que recebemos um subsídio de risco, mas nada de mais falso.
Há mais, em Santa Maria, dentro do mesmo ministério (mas não só) - o da justiça - uns recebem um terço sobre o vencimento base (conservatórias por exemplo, outros sem qualquer base legal não o recebem e como o custo de vida nesta ilha é muito mais caro...Vítor Ricardo
</a>
(mailto:vmvricardo@gmail.pt)


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