"o pior analfabeto é o analfabeto político..." Bertold Brecht

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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2005

30 anos do Dia Internacional da Mulher

Passados trinta anos o que mudou em Portugal?!

Quantas de nós, filhas dos homens e mulheres de Abril, pudemos dar-nos por satisfeitas com o estádio de emancipação da mulher?! Ou será que ainda muito há a fazer?!
Na minha opinião ainda temos um longo caminho a percorrer, senão, vejamos:

Quantas mulheres continuam a ser discriminadas no trabalho por serem mulheres?! (Sabiam que a Danone é uma das muitas empresas peritas em exploração de mão-de-obra feminina?)

Quantas mulheres continuam a sentar-se no banco dos réus e incorrer em penas de prisão até três anos, porque "Abortar é um verbo que se conjuga no feminino"?! (Mas pior é quando uma advogada, em tribunal, na presença de um juiz e de um magistrado do Ministério Público, pergunta a uma mulher porque é que não fez um aborto...)

Quantas mulheres continuam a ver-lhes recusadas possibilidades de emprego pelo simples facto de não serem do sexo masculino?! (E graças ao Sr. Bagão Félix, podem ser cada vez mais pois já é legal este tipo de discriminação!)

Quantas são as mulheres que continuam todos os dias a ter de lutar contra preconceitos de uma sociedade onde até algumas "feministas" têm as mentes impregnadas de preconceitos machistas?!

Como se tudo isto não bastasse, são as Barbies para as meninas (exemplos da mulher ideal que nunca serão...), as cores femininas e masculinas, as profissões, as brincadeiras... e, qual não foi o meu espanto, ao constactar, hoje de manhã, que o meu filho assistia a uns desenhos animados, onde os homens eram escravos das malvadas mulheres que os haviam dominado...

PORRA! BASTA!!!! Vão começar desde pequeninos com preconceitos e ideias feitas em relação à igualdade de géneros...!

analfabetado por ilheu às 16:20

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APFN apenas para famílias fruto do casamento



Qual não foi o meu espanto ao ler as declarações prestadas pelo responsável regional pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), num órgão de comunicação social local e que me deixam no mínimo revoltada.
Ao referir-se aos principais objectivos da APFN, o seu responsável referia que um dos objectivos era “a promoção da família resultante do casamento entre homem e mulher como elemento fundamental da sociedade”.
Esta afirmação, na minha opinião, é no mínimo retrógrada, na medida em que não considera como família todos os novos tipos de organização familiar que têm vindo a aparecer, fruto da normal evolução da sociedade e das mentalidades.
Então, uma família monoparental, seja ela fruto do divórcio, da separação, da morte de um dos cônjuges ou do simples facto de optar não casar não é uma família?!
Então as famílias fruto da união de facto – felizmente já reconhecida juridicamente – também não são famílias?!
Ou será que este tipo de famílias, mesmo podendo ser numerosas – segundo a actual definição com três ou mais filhos – são famílias de segunda e que não têm lugar nesta associação?!
Será que esta associação é contra o planeamento familiar, a educação sexual e o acesso aos métodos contraceptivos?!
Ainda muito há a discutir e estudar sobre a evolução social e os novos tipos de organização familiar, contudo, esta ideia de considerar como família apenas a resultante do casamento, soa-me não só a reaccionarismo, mas também a discriminação. Só falta saber se terá de ser fruto do casamento religioso…!
Será que estas ideias correspondem à opinião da maioria dos associados, ou pelo contrário, são ditadas por uma minoria dirigente?!
Por outro lado, na entrevista longa, o responsável regional por esta associação considera como outra grande vertente de acção a defesa do direito à vida e a luta contra o movimento tendente à despenalização da interrupção voluntária da gravidez.
Será que quem defende que as mulheres que por uma ou outra razão decidem recorrer ao aborto não devem ser julgadas e penalizadas com pena de prisão que pode ir até aos três anos, não pode ter uma família numerosa?! Ou se o tiver não pode ser associado por não concordar com esta visão sobre um assunto tão penoso para as mulheres?!
É óbvio que defendo o direito à vida! É óbvio que preferia viver num país onde não tivéssemos de ter este tipo de discussão, por não ser um problema, pois tal significava que as mulheres e as famílias portuguesas tinham acesso a métodos contraceptivos e que existia uma efectiva política de planeamento familiar que permitia a todos terem o número de filhos que quisessem, como e quando quisessem.
Eu defendo o direito à vida com qualidade! Não defendo que se deva ter filhos apenas por os ter, sem nos preocuparmos com o futuro que lhes podemos ou não dar.
Por outro lado, acho ser urgente a existência de políticas de promoção da natalidade no nosso país, tendo em conta a realidade demográfica com que nos deparamos, mas tal passa não apenas por incentivar as pessoas a terem mais filhos, mas por lhes dar garantias de que esses filhos terão uma vida digna; terão acesso à saúde e educação públicas e de qualidade; terão oportunidades de terem projectos de vida; que os pais terão condições de sustentar os filhos sem terem de contar os trocos a ver se o dinheiro estica até ao fim do mês; de que haverá políticas laborais que permitam o trabalho a tempo parcial sem perda de rendimentos; de que os pais terão hipóteses de passar mais tempo com os filhos, não estando condenados à situação lastimável de serem pais de fim-de-semana, quando o podem…!
Com as eleições de ontem, resta saber que rumo tomará Portugal também neste aspecto!
E já que José Sócrates abanou a bandeira do social, resta-nos saber que medidas sociais irá implementar, ou se esta será uma paixão passageira como foi a da educação no tempo de Marçal Grilo.
Resta igualmente saber se iremos ter mais do mesmo com outras caras, ou se iremos ter uma efectiva viragem à esquerda com mudanças efectivas que permitam combater o crescente aumento do fosso entre ricos e pobres…
A ver vamos!

analfabetado por ilheu às 15:30

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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2005

Novo Tipo de discriminação

Um dos mais graves problemas sociais com que se deparam inúmeras famílias prende-se com a questão da habitação, e temos assistido a uma política de habitação social que nem sempre vai de encontro aos anseios e necessidades da população, quer a nível nacional, quer a nível regional.
Recentemente o secretário regional da Habitação e Equipamentos voltou a apresentar números, esgrimindo argumentos num braço de ferro com o Governo da República, em que o principal argumento reside em ver quem tem investido mais euros ou quem tem construído mais habitação.
Resta saber quanta dessa habitação é construída tendo em conta os interesses das populações… se é feita ou não com base nos hábitos sociais e culturais… ou se são apenas caixotes em cima uns dos outros com pequenos buracos a que chamam janelas, tendo como principais objectivos: construir o maior número de “casas”, na menor área de terreno possível, de forma a poupar-se uns trocos.
Por muito que os especialistas de diversas ciências sociais e não só refiram, afirmem e reafirmem que as políticas de habitação social no nosso país têm, na sua grande maioria, sido erradas… que se tem resolvido o problema da habitação dessas pessoas, mas não se têm resolvido outros… que até em muitos casos os modelos utilizados têm contribuído para criar novos problemas e novos focos de problemas sociais… os interesses economicistas têm-se sobreposto aos interesses sociais!
A política que tem sido seguida quanto à habitação social, pode ser comparada com a que tem sido adoptada para formação de turmas nos diversos graus de ensino.
Em nada contribuem para a inserção social dos indivíduos, muito pelo contrário, apontam precisamente no sentido da estigmatização, da discriminação (negativa) e da guetização.
Seguindo o velho ditado de que misturar uma maçã podre num cesto de maçãs sãs, fará com que a podre contamine as outras, tem-se optado por criar turmas de “maus alunos”, normalmente provenientes de um determinado extracto sócio-cultural; ou por colocar famílias com os mesmos tipos de problemas sociais, culturais, económicos e educacionais no bairro x ou y, criando autênticos guetos.
Este é sem dúvida um novo tipo de discriminação que a sociedade capitalista tem criado e que os governantes neo-liberais têm alimentado… neste momento, para além da discriminação racial, deparamo-nos com uma discriminação assente em critérios económicos, que cada vez atingirá maior número de pessoas, atendendo a que cada vez é maior o número de pobres.

analfabetado por ilheu às 16:36

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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2005

O sonho tem Partido

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«(…) E se nos dissessem que somos quase uns românticos, que somos uns idealistas inveterados, que estamos a pensar em coisas impossíveis, (…), nós temos de contestar, uma e mil vezes, que sim, que sim se pode, que estamos no certo, que todo o povo pode ir avançando(…). Tem de ser assim, deve ser assim, e assim é que será, companheiros, será assim, porque vocês são jovens comunistas, criadores da sociedade perfeita (…).» Ernesto Che Guevara, num discurso proferido a 20 de Outubro de 1962.


Esta semana a Juventude Comunista Portuguesa celebra 25 anos de existência e luta por uma sociedade mais justa, mais fraterna, mais solidária. Uma sociedade sem exploradores nem explorados!
Uma sociedade onde todos tenham igualdade de direitos e oportunidades independentemente da classe social a que pertençam!
Uma sociedade onde o acesso à educação de qualidade seja um direito de todos e não um privilégio de alguns!
Uma sociedade onde o direito à saúde e à segurança social seja uma realidade para todos, e não apenas para alguns privilegiados!
Uma sociedade onde todos tenham direito à habitação condigna!
Ao sonho de construção desta sociedade nova, muitos chamam utopia, outros ilusão. Para os jovens comunistas, e para todos os que acreditam que “Transformar é Possível!”, que a transformação da sociedade pode ser uma realidade, “O sonho tem Partido” e a acção e intervenção diária de todos os que acreditam neste sonho, contribui decisivamente para a transformação necessária.
Ao longo de 25 anos de existência, muitos são os que têm acreditado neste sonho, muitos são os que têm lutado, sem protagonismos individuais, sem aspirações a tachos, sem procurar “jobs for the boys”, pela transformação necessária da nossa sociedade.
Mesmo numa época em que somos governados por uma coligação de direita, neo-liberal e retrógrada, que tem pautado a sua acção por ataques sistemáticos aos direitos e conquistas de Abril e da liberdade!
Mesmo numa época em que o PSD/CDS-PP, com o aval do PS criam uma lei dos Partidos que visa essencialmente prejudicar a acção e intervenção dos comunistas. Uma lei que atenta contra as liberdades e garantias individuais consagradas na Constituição da República Portuguesa, porque impõe formas de funcionamento interno, retirando os militantes o poder de decisão sobre o funcionamento do seu Partido!
Mesmo numa época em que Santana e Portas tentam criar um clima de terror e medo, mandando fragatas vigiar um barco cujo principal objectivo era sensibilizar para um dos graves problemas da nossa sociedade, o aborto; ou mandam a polícia de choque intervir em manifestações pacíficas de estudantes que apenas querem defender um direito que lhes está constitucionalmente garantido: o da educação pública e tendencialmente gratuita!
Mesmo numa época em que se tenta criar dificuldades à acção organizada dos trabalhadores e dos sindicatos, criando um Código do Trabalho que não só retira direitos aos trabalhadores, como contribui para desequilibrar ainda mais a relação de trabalho, pondo “a faca e o queijo” nas mãos dos patrões.
Há quem continue a ter sonhos! Há quem continue a lutar pela educação pública, gratuita e de qualidade! Há quem continue a lutar por mais e melhor saúde e segurança social! Há quem continue a lutar por mais e melhores direitos para os trabalhadores! Há quem continue a lutar pela emancipação das mulheres, contra as discriminações sexuais! Há quem continue a lutar pela educação sexual nas escolas, pelo direito a uma maternidade consciente! Há quem continue a lutar em defesa dos valores de Abril, pela construção de uma sociedade melhor!
Porque “mesmo na noite mais escura/em tempos de servidão/há sempre alguém que resiste/há sempre alguém que diz não!”…
Porque “O sonho tem Partido”!
A luta continua!

Lurdes Branco

analfabetado por ilheu às 15:58

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Altura do Voto Alternativo

No próximo dia 20 os portugueses vão às urnas para eleger os 250 deputados à Assembleia da República, da qual sairá o novo governo.
Aos Açorianos, entre as 9 listas concorrentes, cabe eleger os cinco deputados que durante os próximos quatro anos irão defender os interesses regionais no Parlamento.
Nesta legislatura, dois dos cinco deputados eram do PS, sendo os outros três do PSD. Contudo, ao longo do tempo em que estiveram na Assembleia da República, qual foi a ligação destes deputados aos açorianos e aos seus problemas?
Quem conhece os nomes dos mesmos?
Que assuntos levantaram no Parlamento?
Que benefícios obteve a região com as suas representações?
É verdade que Mota Amaral foi presidente da Assembleia da República mas, quantas vezes participou Victor Cruz nos plenários da Assembleia?
Que trabalho desenvolveram os deputados eleitos pelo PS…
A representação açoriana na Assembleia da República tem sido partilhada entre os socialistas e os sociais democratas… mas se tentarmos averiguar quantos açorianos conhecem o trabalho desenvolvido pelos mesmos, chegaremos à triste conclusão que poucos o conhecem…
Por outro lado, existem deputados que, mesmo não sendo eleitos pela região, têm mantido uma estreita relação com os açorianos, ou será por acaso que, por exemplo, o grupo parlamentar do PCP seja o único que envia informação regular à Federação de Associações de Juventude dos Açores sobre a sua intervenção em matéria de política juvenil?
Será por acaso que no Parlamento Europeu sejam os deputados do PCP a levantar questões relacionadas com a SINAGA, a agricultura e as pescas?
Será por acaso que após as eleições legislativas regionais de Outubro passado, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores tenha reunido apenas duas vezes (uma para tomar posse e outra para debater o seu orçamento para 2005)?
Não, certamente não será por acaso… tem a ver com a forma de estar na política! Tem a ver com a forma de encarar a política… e isto porque, enquanto uns estão na política e nos parlamentos para acumularem mandatos a fim de conseguirem boas reformas, ou para aprovar aumentos salariais para os deputados alegando a necessidade de se dignificar a política, outros há que encaram a política como serviço público, como forma de servirem as populações que os elegeram e defenderem os interesses de quem lhes confiou o seu voto!
O país precisa de uma mudança a sério e a realização deste acto eleitoral no início do ano, é a altura ideal para que os açorianos contribuam com o voto alternativo para essa mudança, dando mais força a quem não faz promessas eleitorais descabidas, mas luta com convicção para resolver os problemas de quem os elegeu…!
Esta é sem dúvida a altura dos açorianos contribuírem para essa mudança, sem os medos e receios já levantados por Paulo Portas acerca dos comunistas, revelador de quem não tem ideias nem projectos para a tão ansiada mudança, e opta por atira pedras aos outros para desviar a atenção da ausência de ideias alternativas, usando um discurso em que só lhe faltou retomar o antigo argumento do: ”Cuidado, que eles comem criancinhas ao pequeno-almoço!”.
Esta é altura dos açorianos reconhecerem quem se empenha todos os dias do ano em contribuir para uma sociedade mais justa e mais fraterna…
Uma sociedade onde os direitos sociais sejam uma realidade!
Uma sociedade onde o acesso à educação e saúde públicas e gratuitas não estejam sempre em causa!
Uma sociedade onde o trabalho com direitos não seja uma mera ficção!
Uma sociedade onde o crescimento económico não seja apenas dos cada vez menos que cada vez estão mais ricos!
É altura de contribuir para acabar com o cinzentismo fantasmagórico que tem envolvido a representação parlamentar açoriana na Assembleia da República…!
É altura de contribuir para que não tenhamos mais do mesmo com outra cara!
É altura de eleger um deputado da CDU pela Região Autónoma dos Açores, e daqui a quatro anos, analisar se este voto de confiança valeu ou não a pena!

analfabetado por ilheu às 15:51

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