"o pior analfabeto é o analfabeto político..." Bertold Brecht

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Quinta-feira, 30 de Junho de 2005

Prossegue julgamento em Setúbal!

C3_a.jpg Recomeça hoje em Setúbal o julgamento de duas das três mulheres acusadas de crime de aborto em Junho de 2004, depois de o tribunal ter decidido separar o processo da enfermeira-parteira do das mulheres que recorreram aos seus serviços. SIC A juíza Conceição Miranda entendeu separar os processos da enfermeira-parteira e das outras duas mulheres, depois de, em Abril, o advogado da enfermeira-parteira ter pedido, pela segunda vez, com incidente de recusa por considerar que a juíza estava a ser imparcial. Hoje são ouvidas em tribunal as duas mulheres acusadas de recorrer aos serviços da enfermeira-parteira. Respondem pela autoria material de um crime de aborto. Já o julgamento da terceira arguida continua suspenso até o Tribunal da Relação de Évora se pronunciar sobre o segundo incidente de recusa apresentado pelo advogado de defesa. Defesa quer aguardar pelo resultado do referendo sobre o aborto As duas mulheres acusadas de recorreram aos serviços da enfermeira-parteira respondem pela autoria material de um crime de aborto, num julgamento que começou com os advogados de defesa a pedirem a nulidade das provas obtidas por escuta telefónica, pretensão que viria a ser aceite pela juíza Conceição Miranda. Muitos requerimentos e reclamações preencheram as últimas sessões do julgamento, que viria a ser suspenso pela segunda vez a 8 de Abril de 2005, devido a um segundo "incidente de recusa" apresentado pelo advogado Pedro Delille, por alegada falta de imparcialidade da juíza Conceição Miranda. Durante o julgamento, o advogado da enfermeira-parteira admitiu que pretendia impedir a realização do julgamento face à perspectiva de um novo referendo para alteração da lei do aborto. Em Portugal, a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) é punível com prisão até três anos, à excepção dos casos em que há perigo de vida ou para a saúde da mulher, malformação do feto ou violação. Com Lusa


 


É incrível que 31 anos após o 25 de Abril, ainda haja mulheres que vêem a sua intimidade exposta na barra dos tribunais...


É inacreditável que, num país que se quer evoluído e progressista, tantos anos após Álvaro Cunhal ter escrito sobre esta assunto, ele permaneça cada vez mais actual...


É inaceitável que as mulheres continuem sem ter direito a uma maternidade consciente!


Este é um problema polémico, contudo, é do foro individual e da consciência de cada um, como tal, porque continuamos a obrigar as mulheres portuguesas a colocarem em risco a sua vida?! Apenas porque há uns senhores moralistas (que se calhar apoiam abortos em clínicas privadas no estrangeiro) que se alegam ao direito de atirar pedras às mulheres que decidem interromper uma gravidez!


analfabetado por ilheu às 07:49

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Terça-feira, 28 de Junho de 2005

Governo de Sócrates em estado de desgraça!

Sem dúvida que o “estado de graça” do governo de José Sócrates há muito que passou, tendo-se agravado nas últimas semanas o estado de desgraça, com o aumento do clima de contestação social.
Depois da Jornada Nacional de Luta do passado dia 17, convocada pela Frente Comum, a qual, não só teve enorme adesão por parte de trabalhadores de diversas áreas da administração pública, mesmo de sectores que enfrentam problemas específicos, como é o caso do pessoal docente, dos funcionários judiciais, dos juízes e dos magistrados, passando pelos polícias, guardas prisionais e agentes da PJ e da GNR.
Como se não bastasse a enorme adesão à Jornada de Luta, ao longo da última semana sucederam-se as manifestações de protesto contra as medidas extremamente gravosas para a generalidade dos trabalhadores que este governo pretende implementar.
A juntar a tudo isto, as declarações efectuadas pela senhora Ministra da Educação sobre as decisões dos Tribunais Administrativos de Ponta Delgada e de Lisboa quanto à providência cautelar interposta pelos sindicatos de professores acerca dos serviços mínimos.
As declarações da Srª Ministra sobre a decisão emanada do TA de Ponta Delgada, mais tarde apelidadas de “gaffe”, não são uma mera “gaffe”, mas sim um erro gravíssimo, cometido por um elemento do Governo da República, supostamente escolhido “a dedo” para desempenhar as funções e o cargo que ocupa, e que cometeu um erro crasso, não só pelo facto de ser revelador de um profundo desconhecimento da realidade, geográfica, social, cultural e administrativa, mas também política e constitucional.
Convém talvez lembrar a Srª Ministra, que os Açores não são a Região Autónoma da Madeira, que nós não temos – e ainda bem – nenhum Alberto João Jardim; que os Tribunais na Região, mesmo podendo atender a determinadas especificidades, regem-se pelas mesmas leis dos do território continental; que os Tribunais, como toda a área da Justiça no nosso país, felizmente, são independentes do poder político – e ainda bem…
Quanto ao secretário regional da Educação, as suas gaffes, insinuações, insultos e mais recentemente ameaçadas, já são conhecidas de uma grande parte dos Açorianos. Agora, querer fazer vingar na Região, uma decisão de um Tribunal de Lisboa, cuja instância é exactamente a mesma do existente em Ponta Delgada, apenas porque a decisão do outro lhe é mais favorável… tenha dó, sr. Secretário…!
No que se refere ao juiz do Tribunal Administrativo de Ponta Delgada, resta-me dar-lhe os parabéns pela decisão tomada, da mesma forma que devem ser dados os parabéns a todos os funcionários judiciais dos Açores que no passado ia 17, aderiram à Jornada Nacional de Luta, encerrando grande parte dos Tribunais existentes na Região, numa clara manifestação de descontentamento com as medidas já anunciadas – e com as que se prevê venham a ser anunciadas – pelo Governo da República.
Lamentável apenas, o facto de em alguns dos tribunais da Região que se encontram com problemas acrescidos, a adesão tenha sido nula ou baixa. Refiro-me como é óbvio, ao Tribunal de Nordeste – que segundo as novas contas do Governo e o plano de contenção de despesas, corre o risco de encerrar as portas – e ao Tribunal de Vila do Porto, cujas instalações não só deixam muito a desejar, como fazem lembrar o filme “Qualquer dia a casa vem abaixo”… É pena, na minha modesta opinião enquanto cidadã, que os trabalhadores destes dois tribunais, não tenham aproveitado esta Jornada de Luta para demonstrarem a força que podem ter…!
Quanto à luta dos professores e às diversas opiniões veiculadas em muitos órgãos de comunicação social, nomeadamente no que respeita ao facto dos professores poderem ter aderido à luta assegurando a realização dos exames nacionais e demonstrando ao mesmo tempo o seu descontentamento com a situação que actualmente se vive, desafio quem veiculou ou defende este tipo de ideia, que nas próximas jornadas – pois acredito que ainda a procissão vai no adro – independentemente de ser ou não trabalhador da administração pública, que demonstre a sua solidariedade…
É preciso que não nos esqueçamos de que os ataques aos direitos dos funcionários públicos, terão repercussões no sector privado, como tal, não nos ficaria nada mal andarmos com um pequeno autocolante no qual se lesse “Eu estou solidário com os trabalhadores em luta!”…
Aqui fica o desafio, para as próximas jornadas, pois a luta continua!

analfabetado por ilheu às 10:17

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Quinta-feira, 23 de Junho de 2005

Que raio de governantes temos nós?!!!!!!

Em entrevista à SIC Notícias, Maria de Lurdes Rodrigues, confrontada com o facto de um tribunal de Lisboa e um dos Açores terem tido decisões diferentes sobre a questão dos serviços mínimos, disse que os dois tribunais pertencem a sistemas diferentes.

«É um pronunciamento sobre um despacho do Governo Regional de um tribunal dos Açores, que não é de Lisboa nem respeita à República Portuguesa, portanto não respeita ao nosso sistema», explicou.


Já quase nada me admira, mas ontem, quando tentava ouvir as notícias no meio do barulho feito pelos meus "Pestinhas", ainda pensei que não tinha ouvido bem... hoje, ao consultar a tsf online e ler as declarações da Ministra da Educação, fiquei de boca aberta!


Então os tribunais da Região pertencem a sistemas diferentes desde quando?!


Não respeitam à República Portuguesa desde quando?!


Bem, isto tudo depois de há cerca de quatro anos, termos assistido ao Secretário Regional da Educação, Álamo Meneses a dizer que a Constituição da República Portuguesa estava cheia de coisas bonitas que não são para ser cumpridas...!


QUE RAIO DE GOVERNANTES TEMOS NÓS...?!!!!!!!


 


analfabetado por ilheu às 11:04

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Quarta-feira, 22 de Junho de 2005

Pelo andar da carruagem, a política cultural vai piorar…

Na semana passada Carlos César reconheceu que a política cultural na Região está mal, nomeadamente pelo facto da cultura não chegar à população… Na verdade, ao longo de muitos anos, a política cultural desenvolvida na Região, tem-se caracterizado por ser elitista, e abranger apenas uma pequena franja de pseudo intelectualóides que pavoneiam os galões pelas praças da nossa sociedade, como se a actividade cultural fosse propriedade deles!
Os Governos de Carlos César, têm prosseguido e continuado a fomentar este tipo de visão da cultura e da actividade cultural e se é verdade que há que pedir responsabilidades a quem tem estado à frente dos destinos da Direcção Regional, não é menos verdade que Carlos César, enquanto presidente do Governo Regional, não pode qual Pilatos, lavar as mãos e assobiar para o lado como se não tivesse nada a ver com o assunto.
Um dos bons maus exemplos da política cultural que tem sido seguida, é o que se passa actualmente em Rabo de Peixe… no passado dia 25 de Abril, e poucos dias passados da estreia dos “Patrapeixinhos”, aquando das comemorações da elevação a Vila, Carlos César inaugurou com pompa e circunstância o Cine Teatro Mira Mar, recentemente recuperado.
A inauguração de semelhante infra-estrutura na jovem Vila, podia ser um bom presságio para o Patrapeixe, projecto dirigido por Teo Camacho e que originou a criação de um grupo de teatro infantil e de um outro juvenil, que revelou talentos escondidos para as artes dramáticas e que poderia, acima de tudo, ser uma forma útil e alternativa de ocupar os tempos livres de crianças e jovens.
Contudo, parece que a inauguração do Cine Teatro foi o início do fim dos grupos… incompreensível e caricato, não?!
Qual não foi o meu espanto, em conversa recente, quando soube que, alegadamente por falta de financiamento, os grupos correm o risco de deixar de existir, o que é dramático não só para as crianças e jovens, mas também para quem ao longo de cerca de um ano, se dedicou de alma e coração a um projecto interessante.
Para além disto, volvidos quase dois meses da inauguração do Cine Teatro Mira Mar, este continua de portas fechadas à actividade cultural, enquanto os dois grupos de teatro permanecem sem actividade.
Tendo em conta esta situação, restam algumas perguntas:
Não é o Presidente do Governo Regional o responsável máximo por todas as orientações políticas do seu Governo e dos membros do mesmo?!
Não tem o Presidente do Governo Regional responsabilidades na escolha do seu executivo?!
Se há dinheiro para inaugurações de estradas envolvendo espectáculos que custam balúrdios, porque razão não há dinheiro para financiar projectos e iniciativas deste tipo?!
Por quanto tempo continuará o Cine Teatro Mira Mar de portas fechadas – supostamente por estarem a decorrer filmagens?!
Porque razão existe dinheiro para o Festival de Música, mais uma vez dirigido pela Srª Canavilhas, e não existe dinheiro para um projecto deste tipo?!
Porque razão, passados tantos anos, ainda não se procedeu à desburocratização do acesso aos apoios culturais na Região?!
Mas que esperar de um Governo cujo primeiro mandato, em termos culturais, ficou assombrado pelas polémicas criadas pelo primeiro Director Regional, Luis Fagundes Duarte…?!
Se o senhor Presidente do Governo Regional está tão descontente com a política cultural, porque não faz uma remodelação…?! Mas não se esqueça que não basta mudar a cara do Director Regional, a reforma necessária, terá de passar por remodelações profundas e por uma nova forma de encarar a política cultural na Região.
A finalizar o estado lastimável em que se encontra a cultura nos Açores, em vez de aproveitar para dar mais dinamismo às Casas da Cultura – cujo papel pode ser bastante interessante – este Governo avança com o fim das mesmas, centralizando ainda mais e criando novos obstáculos a quem pretenda fazer algo de interessante em termos culturais nesta nossa terra…
Muito mal vai a nossa cultura… e pelo andar da carruagem, as coisas tendem a piorar!

analfabetado por ilheu às 09:58

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Quarta-feira, 15 de Junho de 2005

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analfabetado por ilheu às 10:37

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Terça-feira, 14 de Junho de 2005

Faleceu Álvaro Cunhal

Alvaro_Cunhal.jpg
O Secretariado do Comité Central do Partido Comunista Português, com profunda mágoa e emoção, informa os militantes comunistas, os trabalhadores e o povo português que nesta madrugada, aos 91 anos, faleceu Álvaro Cunhal.

O Secretariado do Comité Central do PCP envia à família as suas sentidas condolências.

Álvaro Cunhal dedicou toda a sua vida ao ideal e projecto comunista, à causa da classe operária e dos trabalhadores, da solidariedade internacionalista, a um compromisso e dedicação sem limites aos interesses dos trabalhadores e do povo português, da soberania e independência de Portugal.

Intervindo com o seu Partido de sempre – o PCP – ao longo de mais de 74 anos de acção revolucionária, assumiu um papel ímpar na história portuguesa do Século XX, na resistência anti-fascista, pela liberdade e a democracia, nas transformações revolucionárias de Abril e em sua defesa, por uma sociedade livre da exploração e da opressão, a sociedade socialista.

Sujeito às maiores provações, a mais de doze anos de prisão, a bárbaras torturas, às duras condições da vida clandestina, revelou sempre as suas qualidades excepcionais de militante e ser humano.

Nasceu em Coimbra em 1913 e iniciou a sua actividade revolucionária quando estudante na Faculdade de Direito de Lisboa. Participou no movimento associativo e foi eleito em 1934 como o representante dos estudantes no Senado Universitário. Foi militante da Federação da Juventude Comunista Portuguesa (FJCP) sendo eleito seu Secretário-Geral em 1935, ano em que passou à clandestinidade e participou, em Moscovo, no IV Congresso da Internacional Juvenil Comunista. Membro do Partido Comunista Português (PCP) desde 1931.

Preso em 1937 e 1940 e submetido a torturas, voltou imediatamente à luta logo que libertado depois de alguns meses de prisão.

Participou na reorganização do PCP, em 1940/41. Vivendo de novo na clandestinidade, foi membro do Secretariado de 1942 a 1949.


Preso de novo nesse ano fez no Tribunal fascista uma severa acusação à ditadura fascista e a defesa da política do Partido. Condenado, veio a permanecer 11 anos seguidos nas cadeias fascistas, quase 8 anos dos quais em completo isolamento. Em 3 de Janeiro de 1960 evadiu-se da prisão-fortaleza de Peniche junto com um grupo de destacados militantes comunistas. De novo chamado ao Secretariado do Comité Central, foi eleito Secretário-Geral do PCP, em 1961.

Desde então, participou em inúmeros congressos e encontros com partidos comunistas e outras forças revolucionárias e em conferências internacionais.

Depois do derrubamento da ditadura fascista em 25 de Abril de 1974, foi Ministro sem Pasta do 1º, 2º, 3º e 4º governos provisórios e eleito deputado à Assembleia Constituinte em 1975 e à Assembleia da República em 1976, 1979, 1980, 1983, 1985, 1987. Foi membro do Conselho de Estado.

Na aplicação das decisões do XIV Congresso do PCP (em 1992) relativas à renovação e à nova estrutura de direcção deixou de ser Secretário-Geral do PCP e foi eleito pelo Comité Central Presidente do Conselho Nacional do Partido.

Em Dezembro de 1996 (no XV Congresso do PCP) extinto o Conselho Nacional do PCP e o cargo de Presidente, foi reeleito membro do Comité Central, o que sucedeu também nos XVI e XVII Congressos, respectivamente em 2000 e 2004.

Autor de vasta obra publicada quer no plano político e ideológico, quer no plano literário, nomeadamente com o pseudónimo de “Manuel Tiago”, quer ainda no plano das artes plásticas.

Álvaro Cunhal faleceu, os trabalhadores e o povo português perdem um dos seus mais consequentes e abnegados lutadores, mas o seu exemplo de convicção e combatividade constituem um apelo à redobrada intervenção dos comunistas e de todos aqueles que têm como objectivo a transformação progressista da sociedade.

A melhor homenagem que podemos prestar a Álvaro Cunhal é prosseguir a luta que travou até aos últimos dias de vida, sempre com confiança no futuro, pelos interesses e direitos dos trabalhadores, por uma sociedade de liberdade e democracia, pelo bem do nosso povo e da nossa pátria, pelo seu partido como partido da classe operária, dos trabalhadores, de todos os explorados e ofendidos, por uma sociedade socialista.

Posteriormente serão dadas informações sobre a organização do funeral.


Lisboa, 13 de Junho de 2005

O Secretariado do Comité Central do Partido Comunista Português

analfabetado por ilheu às 15:10

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A melhor homenagem é a luta!

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“Tomar partido é irmos à raiz
do campo aceso da fraternidade
pois a razão dos povos não se diz
mas conquista-se a golpes e vontade.

Cantaremos a força de um país
que pode ser a Pátria da verdade
e a palavra mais alta que se diz
é a linda palavra liberdade.

Tomar partido é sermos como somos
é tirarmos de tudo quanto fomos
um exemplo um pássaro uma flor

Tomar partido é ter inteligência
é sabermos em alma e consciência
que o Partido que temos é melhor.”

José Carlos Ary dos Santos

Este fim-de-semana ficou marcado por enormes perdas para a democracia e o povo português. Desapareceram duas grandes figuras da nossa história recente, dois homens com “H” grande que lutaram pela construção de um Portugal melhor, mais justo, mais fraterno e mais igual…
O PCP perdeu uma das grandes figuras da sua história, um homem que dedicou toda a sua vida à luta dos trabalhadores e do povo, pela construção de uma sociedade sem oprimidos nem opressores.
Um homem que tomou partido, que contribuiu decisivamente para o derrube do fascismo.
Um homem cuja vida é “um exemplo, um pássaro, uma flor” que continua a ter asas e que continuará a dar novas sementes para florirem novas flores…
Álvaro Cunhal, foi, é e será um marco incontestável da nossa história, e o seu exemplo de luta e dedicação, a sua força, a sua vontade, a sua esperança na construção de um futuro melhor, o facto de “mesmo na noite mais escura/em tempos de servidão” ter tido a capacidade de resistir, de dizer NÃO, certamente permanecerão na nossa memória colectiva e servir-nos-ão de exemplo nos tempos conturbados e de luta que atravessamos actualmente.
Um político cuja actividade sempre se regeu não por interesses pessoais, mas por vontade de servir o povo português!
Um homem das artes e das letras, um trabalhador incansável que é uma referência para muitos – mesmo para os que, como eu, não tivera oportunidade de o conhecer pessoalmente – uma referência não só em termos políticos e ideológicos, mas pelo seu exemplo como ser humano.
A Álvaro Cunhal, apenas: “Até amanhã camarada!” porque permanecerás sempre connosco!
A Vasco Gonçalves, General do Povo, “Força, força companheiro Vasco/Nós seremos a muralha d’aço!”…
“Penso que existe apenas uma alternativa para o homem, mas a maioria das pessoas não compreendeu ainda que essa alternativa é entre a barbárie e o socialismo”, palavras de Vasco Gonçalves, em entrevista ao “Público” de 25 de Abril deste ano.
Vasco Gonçalves fica na história como um homem de princípios, um humanista, que desempenhou um papel decisivo num período conturbado da nossa história recente, mas um período que para o povo, terá sido um dos melhores… e cuja acção e exemplo deveria ser transposta para a actualidade.
Numa época de crise, o General do Povo, não adoptou o discurso da tanga… não implementou medidas que levassem a que fossem sempre os mesmos a pagar… Pelo contrário, o Companheiro Vasco, contra os resquícios e os interesses que provinham da ditadura salazarista, onde poucos viviam muito bem e muitos eram os que tinham dificuldades, não atacou os trabalhadores, procedeu à nacionalização da banca e de empresas vitais para a nossa economia; procedeu à Reforma Agrária, entregando a terra a quem sempre a trabalhou … colocou os interesses colectivos acima dos interesses individuais da “burguesia de fachada democrática”.
Numa altura em que se agudizam os ataques aos direitos e conquistas de Abril, numa época em que somos governados por um governo dito socialista, mas cuja actuação faz com que sejam sempre os mesmos a pagar a crise, enquanto uns poucos permanecem bem instalados no alto dos seus privilégios, a melhor homenagem que podemos fazer quer a Álvaro Cunhal, quer ao Companheiro Vasco, é dizermos “Basta!”, aderindo às formas de luta que se encontram agendadas e às que eventualmente venham a seguir e demonstrarmos desta forma a força deste povo!
Neste momento, não temos Generais para seguirem “o que o futuro lhe predisse”, mas temos um povo, cuja vontade tem de ser conquistada.

analfabetado por ilheu às 15:06

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Quinta-feira, 9 de Junho de 2005

VENDE-SE TERRENO SOALHEIRO 3 Frentes

Vende-se copy.jpg
É isso mesmo, terreno à venda encostado à Espanha com 3 frentes
com as seguintes características:

1) Bons acessos
2) Viabilidade de construção em cima do mar (já não há mais onde construir)
3) Alto défice
4) Corrupção total
5) Povo com memória curta e que perdoa tudo
6) Empresários formados em fuga ao fisco
7) Jornalistas comprados
8) Funcionários "supostamente" malandros

Na compra deste pedaço de terra, ainda oferecemos:
a) Package de políticos incompetentes;
b) Conjunto de organismos públicos super lotados e com reforma garantida para os seus funcionários;
c) Viagens “à lá gardére” para os deputados;
d) Reformas chorudas por apenas dois mandatos de deputado;
e) Em caso de aperto pode fugir para o estrangeiro e obter altos cargos.
Urgência na venda devido a risco de colapso do edifício.
Necessita de limpeza URGENTE da CORRUPÇÃO e FUGA AO FISCO


analfabetado por ilheu às 13:54

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Tirem-me deste filme...!

Ao ouvir “As Escolhas de Marcelo”, no passado domingo, fiquei sem saber se estava com problemas de audição, ou se seria o professor Marcelo que teia tido um súbito ataque de loucura…
Quando se ouve, um homem de direita, que já foi presidente do PSD, defender e concordar com um princípio que não só é defendido, como posto em prática pelos eleitos comunistas – o de não serem beneficiados ou prejudicados pelo facto de estarem a exercer cargos públicos – só restam algumas das seguintes hipóteses:
1 – Ou eu ouvi mal – o que duvido que tenha acontecido pois não fui a única pessoa a escutar as afirmações feitas pelo professor, com ar sério e convicto…
2 – Ou o homem teve um ataque súbito de loucura, pois defende algo que contraria aquilo que tem sido defendido e posto em prática pelo seu partido – isto caso estivesse a ser sincero e honesto…
3 – Ou então, a demagogia atingiu limites preocupantes e inquietantes, criando a confusão generalizada e fazendo com que não se consiga distinguir quem fala a verdade, ou melhor, quem diz o que pensa ou quem diz o que a população quer ouvir, mesmo que pense o contrário.
No nosso país, há situações que assumem proporções surrealistas… primeiro, tivemos Freitas do Amaral e Mário Soares a contestarem a invasão do Iraque; depois tivemos Freitas do Amaral a participar no aniversário de Mário Soares; de seguida, o ex-presidente do CDS-PP aceita fazer parte de um governo do PS… agora, temos o professor Marcelo a defender que os deputados e os membros do Governo deviam ganhar consoante a actividade profissional que exerciam antes de ocuparem os cargos…
Ao mesmo tempo, Jardim, não só cria e faz aprovar uma lei que o irá beneficiar (e de que maneira), como mais uma vez, numa daquelas suas tiradas habituais, não só volta a insultar os jornalistas, como numa época em que se retoma o discurso da tanga, em que são anunciadas medidas de austeridade para os trabalhadores, tem o descaramento de afirmar publicamente que os políticos ganham mal...
Por seu turno, José Sócrates, em resposta ao escândalo das reformas de alguns dos seus ministros vê-se obrigado a anunciar o fim de alguns privilégios para a dita “classe política”. Tentando “tapar o sol com a peneira” e ludibriar os menos atentos com o discurso de que todos irão pagar a crise.
Entretanto, Sócrates anuncia medidas que restringem a acumulação de vencimentos, numa atitude de demagogia uma vez que os implicados poderão escolher qual a fonte de rendimentos de que prescindem, continuando contudo numa situação de favorecimento em relação à maioria dos trabalhadores.
Esta situação seria facilmente resolvida, caso se optasse por aplicar o princípio de que quem foi eleito para um determinado cargo, não deve ser prejudicado nem beneficiado pelo facto de o estar a exercer, auferindo o rendimento correspondente ao recebido durante o exercício da sua actividade profissional.
No entanto, dizem eles que tal situação levaria ao afastamento dos bons políticos, afirmação com a qual não posso concordar, uma vez que no meu entender, bons políticos são os que ocupam os cargos para servir a população que os elegeu e não para se servirem dos cargos que ocupam.
Estas medidas ou intenções de José Sócrates, não me convencem e vêm mais uma vez provar que vamos continuar a ter mais do mesmo, com outras caras…
Mas, sinceramente, numa altura como esta, em que se vê gente dita de esquerda a continuar políticas de governos de direita, em que se vê gente de direita defender medidas que, normalmente, são defendidas por gente de esquerda… em que há toda esta confusão, só posso dizer o seguinte: Tirem-me deste filme!!!!!!!!!!!

analfabetado por ilheu às 13:29

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