"o pior analfabeto é o analfabeto político..." Bertold Brecht

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Terça-feira, 13 de Setembro de 2005

Livrai-nos dos pobres de espírito!

Entre a miséria e a desgraça que assolou a população de Nova Orleães; a resposta tardia da administração Bush; os trabalhos de limpeza e o socorro aos sobreviventes que ainda se encontram no local, o retrato que todos os dias nos tem entrado em casa, vindo das terras do Tio Sam, não só é catastrófico, como revela o que de pior existe nos EUA, país que se diz civilizado e desenvolvido.
Numa altura em que se comemorou o quarto aniversário do 11 de Setembro, não é necessário ser analista político para compreender qual a grande diferença entre as duas tragédias… e essa diferença não se prende com o facto de uma ter sido provocada pela acção dos homens e outra pela força da natureza, mas sim porque a primeira ocorreu no centro económico dos EUA, numa zona rica, enquanto a última aconteceu numa zona onde impera a miséria e a pobreza.
É lamentável que um país que gasta milhares e milhares de dólares numa guerra de rapina como a do Iraque – e isto para não falar nas outras – não tenha capacidade de reagir em socorro de cidadãos nacionais, ou será que existem americanos de primeira e de segunda – ao contrário daquilo que normalmente dizem…?!
Lamentável igualmente e representativo de uma enorme falta de respeito foi a atitude do senhor Bush que, enquanto os seus patriotas iam morrendo ou por danos provocados pelo Katrina, ou pelos “efeitos colaterais”, permaneceu calmamente de férias como se não estivesse a acontecer rigorosamente nada!
A fechar com chave de ouro e para nos elucidar sobre a origem das famosas “tiradas” de George Bush, a mãe do presidente norte americano, em visita a um dos estádios transformados em campos de refugiados, referiu que “Uma grande parte desta gente era de qualquer maneira deserdada. Assim, isto até lhes veio a calhar.”…!
Esta é uma daquelas situações em que ficamos sem saber se havemos de rir ou chorar, tamanha é a aberração!
Enquanto isto, por cá, o nosso primeiro-ministro, não só não estava na residência oficial aquando da manifestação da passada sexta-feira e que se destinava a despertar-lhe a consciência para o combate à pobreza, como no dia seguinte, em discurso proferido numa iniciativa do PS apontava como grandes medidas do Plano e Orçamento do próximo ano o acesso a banda larga e a computadores em todas as casas e o combate à pobreza dos idosos…
Quanto às primeiras, já comentadas, parece que dentro de três anos, podemos não ter dinheiro para comer, podemos viver numa barraca, mas teremos como razão para andarmos satisfeitos o facto de termos acesso a computador e Internet de banda larga – como se isto enchesse barriga.
Quanto à segunda medida, até parece que o problema da pobreza em Portugal se resume aos idosos, mas infelizmente não é assim, temos cerca de um quinto da nossa população a viver a no limiar da pobreza, contudo, parece que o senhor Sócrates se esqueceu deste pequeníssimo pormenor, ou então apenas aponta medidas para os idosos na esperança que entretanto os outros pobres morram e assim, não só conseguiríamos baixar os números que nos envergonham quanto à pobreza em Portugal, como até se resolvia o grave problema da Segurança Social dado que havendo menos idosos, teríamos menos despesa com as reformas e as pensões sociais.
Na verdade a actuação de Sócrates cada vez se parece mais com a de George Bush, sendo mesmo curioso e levando a pensar que às tantas o nosso primeiro-ministro provavelmente anda a ter aulas de formação com o presidente norte-americano. Dois exemplos são o facto de ambos, em momentos difíceis vividos pelas populações dos seus países terem continuado calmamente de férias – um enquanto o país ardia e outro enquanto parte do seu país era devastada por um furacão. Por outro lado a demagogia de Sócrates tem vindo a subir de tom tendo mesmo algumas “tiradas” que se assemelham às do senhor Bush e família. Esperemos é que, no que respeita ao combate aos incêndios, não venha a seguir a proposta apontada pelo presidente dos EUA há algum tempo e que era mais ou menos a seguinte: “A melhor forma de combater os incêndios é cortar as árvores”…
É altura de dizer: “Livrai-nos dos pobres de espírito”!

analfabetado por ilheu às 16:21

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Livrai-nos dos pobres de espírito!

Entre a miséria e a desgraça que assolou a população de Nova Orleães; a resposta tardia da administração Bush; os trabalhos de limpeza e o socorro aos sobreviventes que ainda se encontram no local, o retrato que todos os dias nos tem entrado em casa, vindo das terras do Tio Sam, não só é catastrófico, como revela o que de pior existe nos EUA, país que se diz civilizado e desenvolvido.
Numa altura em que se comemorou o quarto aniversário do 11 de Setembro, não é necessário ser analista político para compreender qual a grande diferença entre as duas tragédias… e essa diferença não se prende com o facto de uma ter sido provocada pela acção dos homens e outra pela força da natureza, mas sim porque a primeira ocorreu no centro económico dos EUA, numa zona rica, enquanto a última aconteceu numa zona onde impera a miséria e a pobreza.
É lamentável que um país que gasta milhares e milhares de dólares numa guerra de rapina como a do Iraque – e isto para não falar nas outras – não tenha capacidade de reagir em socorro de cidadãos nacionais, ou será que existem americanos de primeira e de segunda – ao contrário daquilo que normalmente dizem…?!
Lamentável igualmente e representativo de uma enorme falta de respeito foi a atitude do senhor Bush que, enquanto os seus patriotas iam morrendo ou por danos provocados pelo Katrina, ou pelos “efeitos colaterais”, permaneceu calmamente de férias como se não estivesse a acontecer rigorosamente nada!
A fechar com chave de ouro e para nos elucidar sobre a origem das famosas “tiradas” de George Bush, a mãe do presidente norte americano, em visita a um dos estádios transformados em campos de refugiados, referiu que “Uma grande parte desta gente era de qualquer maneira deserdada. Assim, isto até lhes veio a calhar.”…!
Esta é uma daquelas situações em que ficamos sem saber se havemos de rir ou chorar, tamanha é a aberração!
Enquanto isto, por cá, o nosso primeiro-ministro, não só não estava na residência oficial aquando da manifestação da passada sexta-feira e que se destinava a despertar-lhe a consciência para o combate à pobreza, como no dia seguinte, em discurso proferido numa iniciativa do PS apontava como grandes medidas do Plano e Orçamento do próximo ano o acesso a banda larga e a computadores em todas as casas e o combate à pobreza dos idosos…
Quanto às primeiras, já comentadas, parece que dentro de três anos, podemos não ter dinheiro para comer, podemos viver numa barraca, mas teremos como razão para andarmos satisfeitos o facto de termos acesso a computador e Internet de banda larga – como se isto enchesse barriga.
Quanto à segunda medida, até parece que o problema da pobreza em Portugal se resume aos idosos, mas infelizmente não é assim, temos cerca de um quinto da nossa população a viver a no limiar da pobreza, contudo, parece que o senhor Sócrates se esqueceu deste pequeníssimo pormenor, ou então apenas aponta medidas para os idosos na esperança que entretanto os outros pobres morram e assim, não só conseguiríamos baixar os números que nos envergonham quanto à pobreza em Portugal, como até se resolvia o grave problema da Segurança Social dado que havendo menos idosos, teríamos menos despesa com as reformas e as pensões sociais.
Na verdade a actuação de Sócrates cada vez se parece mais com a de George Bush, sendo mesmo curioso e levando a pensar que às tantas o nosso primeiro-ministro provavelmente anda a ter aulas de formação com o presidente norte-americano. Dois exemplos são o facto de ambos, em momentos difíceis vividos pelas populações dos seus países terem continuado calmamente de férias – um enquanto o país ardia e outro enquanto parte do seu país era devastada por um furacão. Por outro lado a demagogia de Sócrates tem vindo a subir de tom tendo mesmo algumas “tiradas” que se assemelham às do senhor Bush e família. Esperemos é que, no que respeita ao combate aos incêndios, não venha a seguir a proposta apontada pelo presidente dos EUA há algum tempo e que era mais ou menos a seguinte: “A melhor forma de combater os incêndios é cortar as árvores”…
É altura de dizer: “Livrai-nos dos pobres de espírito”!

analfabetado por ilheu às 16:20

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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2005

... de regresso...

Após algumas semanas de ausência de actualização do analfabeto político, cá estou de volta...
Não, não foram férias, mas sim muito trabalho...!

analfabetado por ilheu às 10:55

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Entre o turismo e as catástrofes… dois tipos de incapacidade!

A semana passada ficou marcada por vários acontecimentos sobre os quais não podia deixar de falar… desde logo, a notícia de que está a diminuir o fluxo de passageiros para a Terceira, contrariando assim o que se verifica nos outros aeroportos regionais.
Por mais que ande com a cabeça à roda na tentativa de encontrar as razões que levam a que esta situação aconteça, não consigo chegar a uma conclusão, havendo contudo questões que pairam no ar e que deveriam merecer resposta por parte dos nossos governantes. Que promoção turística é feita do destino Açores?! Será que essa promoção é referente às nove ilhas ou existem promoções específicas para determinadas ilhas ou grupos de ilhas?! Porque razão se investiu tanto no aumento do número de camas, quando neste momento temos hotéis às moscas?! Haverá animação turística?!
Um turista que se desloque à Praia da Vitória neste momento depara-se com o grave problema da falta de informação… é que até existe um Posto de Informação Turística, ou melhor, existe o espaço onde este funcionou, pois vá-se lá saber porquê, neste momento encontra-se fechado.
Por outro lado, os únicos roteiros dos Açores que se conseguem encontrar neste momento são em inglês, isto numa altura em que cada vez mais se fala da aposta no mercado interno. Como se não bastasse não haver roteiros em português, os que existem são parcos em informação. Resta saber, quanto é que o Governo Regional gasta em promoção dos Açores e porque razão se verifica esta ausência de informação na nossa língua.
Este fim-de-semana realizou-se mais uma edição da Festa do Avante, entre debates da actualidade, muita música, gastronomia e artesanato de vários pontos do país e do mundo e a inadiável homenagem a Álvaro Cunhal, os comunistas açorianos voltaram a marcar presença com um pavilhão próprio, sendo este espaço um excelente meio de divulgação dos Açores.
Outro dos acontecimentos que sem dúvida marcou esta semana e tem tido destaque em todos os serviços informativos, foram os estragos provocados pelo “Katerina” nos EUA e a incapacidade de reacção imediata da administração Bush.
Apesar do presidente dos EUA, neste fim de semana, ter afirmado que o momento difícil que se vive em New Orleas servirá para os americanos demonstrarem ao mundo a forma como conseguem superar as dificuldades, o certo é que esta tragédia tem dado a conhecer ao mundo imagens até agora desconhecidas daquela que se intitula a maior democracia do mundo.
As desigualdades sociais e raciais, as profundas contradições da sociedade americana, emergiram da penumbra e tem-nos demonstrado uma cidade em estado de sítio, cenários típicos de países do terceiro mundo e de palcos de guerra… e enquanto muitos são os doentes que continuam à espera de tratamento, enquanto aumenta o número de mortos, enquanto aumenta o desespero de quem perdeu todos os bens que tinha e agora até tem de conviver com os mortos que se vão amontoando, o senhor Bush, teima em manter a sua arrogância e prepotência e afirmar que está tudo bem…
O problema é que da mesma forma que os militares que foram destacados para o Iraque e que morreram não tinham culpa das tolices e do desejo de guerra de George Bush, também o povo de New Orleas não tem culpa da irresponsabilidade e da incapacidade da administração norte americana.

analfabetado por ilheu às 10:53

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Sócrates e o choque tecnológico

José Sócrates deu início ao que durante a campanha eleitoral chamou de “choque tecnológico”, com o anúncio de deduções no IRS para famílias que, tendo estudantes no seu agregado familiar, adquiram computadores, tendo referido que a meta é conseguir-se que em cada casa exista um computador.
A medida até é positiva principalmente numa altura em que cada vez mais se fala de infoexclusão e nas suas consequências nomeadamente no que respeita ao acesso ao trabalho. Contudo, assume contornos no mínimo caricatos, ou não vivêssemos nós num país onde não só continua a haver exclusão social e pobreza, como estas se têm vindo a agravar com as medidas anti-sociais postas em prática pelos sucessivos governos.
Não só é cada vez maior o número de pobres, como tem aumentado o número de pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza, situação que se agrava com a actual conjuntura económica em que vivemos; com a política de austeridade em relação aos trabalhadores; com os aumentos salariais a não acompanharem o aumento do custo de vida; com o aumento do desemprego; com o aumento do IVA… enfim, com um rol enorme de situações que fazem de Portugal, um país que se quer desenvolvido, mas que tem características terceiromundistas.
Por outro lado, parece que Sócrates já se esqueceu da sua anunciada paixão pelas questões sociais, pois a prática tem demonstrado precisamente o contrário. Mais uma vez ficou provado que as paixões rosas não só murcham depressa, como normalmente até são prejudiciais.
Será que a grande maioria das famílias portuguesas terão dinheiro para investir em computadores, quando muitos são os que cada vez mais têm de apertar os cordões à bolsa a ver se o dinheiro chega ao fim do mês sem que falte nada lá em casa?!
Será que medidas como esta não seriam mais viáveis, justificadas e compreendidas quando não tivéssemos as taxas de abandono escolar e de analfabetismo que temos?!
Medidas destas não podem nem devem ser tomadas de forma avulsa, devem fazer parte de uma série de medidas e iniciativas destinadas a promover realmente a igualdade de oportunidades, mas não podemos falar nessa promoção quando ainda temos desigualdades gritantes noutras áreas, nomeadamente no que respeita à satisfação de necessidades bem mais prementes como a da alimentação.
Por outro lado, Sócrates falou igualmente na educação e nos custos da mesma, com uma demagogia que nem sei se dá vontade de rir ou de chorar… Basta vermos que é o mesmo governo que fala na igualdade de oportunidades no que respeita ao acesso a meios informáticos que prossegue com a política de “segregação” nas escolas, dando orientações quanto à formação de turmas que em nada são promotoras da igualdade, como indicam precisamente no sentido contrário.
Há dias, em conversa com uns amigos e falando sobre forma discriminatória como são seleccionados os alunos para as turmas, um deles dizia-me que, enquanto cidadã tinha todo o direito de defender a integração de maus e bons alunos na mesma turma. No entanto, como mãe, deveria querer o melhor para os meus filhos, ficando satisfeita com o facto destes serem integrados em turmas “boas”… Tudo isto porque o critério que tem estado na base da formação de turmas segue o velho ditado de que “uma maçã podre num cesto de maçãs sãs, estraga as que estão boas”. É óbvio que se defendo a integração social, a igualdade de oportunidades independentemente do extracto social a que se pertença, não posso concordar com este critério segregador. Logo, por uma questão de coerência – que infelizmente falta a muito boa gente – tenho que o defender em todos os aspectos.
O grande problema é que todos achamos muito bonito falar de integração social, de combate à exclusão, mas depois na prática, contribuímos para a exclusão social nas escolas permitindo que sejam postos em prática critérios desiguais.
Contribuímos igualmente para a guetização, para a marginalização e exclusão de determinadas franjas da nossa sociedade, nomeadamente quando as políticas de habitação social são desenvolvidas não com base em critérios que permitam a resolução dos problemas de habitação e a integração social das pessoas, mas tendo na sua base conceitos economicistas.


analfabetado por ilheu às 10:48

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