"o pior analfabeto é o analfabeto político..." Bertold Brecht

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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2006

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analfabetado por ilheu às 11:02

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(Des)educação tendencialmente gratuita… ou paga?

Mais uma vez, com as férias do Carnaval (aliadas à interrupção lectiva), os pais e encarregados de educação deparam-se com o velho problema de arranjar soluções para ocupar os filhos durante as duas próximas semanas.
Cada vez mais se prova que quem tem filhos a frequentar a escola (principalmente no 1º ciclo do ensino básico), depara-se com o eterno problema da desadequação do horário escolar às novas realidades sociais e profissionais.
Se é verdade que há uns anos atrás a taxa de actividade feminina era muito baixa, fazendo com que as mulheres tivessem disponibilidade para ficar com as crianças a partir das 15h00, não é menos verdade que as alterações sociais e económicas levaram a que seja cada vez maior o número e mulheres que tem de trabalhar fora de casa.
No início deste ano lectivo muito se falou em alargamento do horário escolar – vindo mesmo o Secretário Regional da tutela dizer que a região era pioneira nessa matéria – no entanto, algumas questões se levantam e alguns problemas permanecem por resolver.
A Vila de Rabo de Peixe, sendo uma das mais populosas da Região é, naturalmente, uma das que maior número de crianças em idade escolar tem. Mas também tem sido uma das mais maltratadas e esquecidas por quem tem responsabilidades na matéria.
A prova de que as três escolas primárias actualmente existentes em Rabo de Peixe não são suficientes para fazer face às necessidades, é o facto de se encontrarem a funcionar em regime de desdobramento de horário, ou seja, há crianças que têm aulas das 09h00 às 13h00 e outras das 13h15 às 18h15, com todas as implicações que esta situação tem não só para as famílias, mas também no próprio aproveitamento escolar das crianças.
Por outro lado, de acordo com Álamo Meneses a rede do pré-escolar abrange todas as crianças da Região com mais de três anos, contudo, das duas uma: ou Rabo de Peixe não pertence à Região, ou as crianças desta Vila são diferentes das outras, uma vez que as listas de espera (inclusive para crianças com quatro anos), são significativas.
Temos ainda que juntar a isto um parque escolar degradado, de que é exemplo a Básica/Integrada Escultora Luísa Constantina que, de acordo com informações prestadas pelo presidente da Junta de Freguesia de Rabo de Peixe numa das reuniões da Assembleia de Freguesia no ano passado, estaria em risco de ruir, segundo um estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
Como se tal não bastasse, a asfixiamento financeiro ao ensino tem sido de tal ordem que os professores das básicas de Rabo de Peixe são “obrigados” no início do ano a entregar aos pais uma listagem de material a adquirir pelos mesmos para que os filhos possam trabalhar…! Só falta que qualquer dia nos comecem a pedir que os miúdos levem papel higiénico para a escola ou que contribuam para fazer face às despesas com água e electricidade.
Num cenário destes, é perfeitamente compreensível a desmotivação e a tristeza de alguns docentes que gostariam que a escola fosse realmente um lugar aprazível mas que vão sendo de tal forma desmotivados pelos responsáveis políticos que é preciso muita força de vontade e muito “amor à camisola” para prosseguir a leccionar e ser um bom professor…
A Constituição da República garante que o ensino é universal e tendencialmente gratuito, contudo, estamos a caminhar quer a nível regional, quer a nível nacional (e com governos ditos socialistas) para que este seja tendencialmente pago!
Perante este estado de coisas e o constante anunciar do início das obras de construção da Básica/Integrada de Rabo de Peixe (que vem sendo anunciado há anos, já teve apresentações de projectos, lançamentos de primeira pedra, anúncio público de adjudicação de empreitada), e que pode ser que daqui a dez anos avance, cada vez se justifica mais o reactivar da Associação de Pais.

analfabetado por ilheu às 11:01

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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2006

Embargo a Cuba

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analfabetado por ilheu às 14:27

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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2006

Coesão, apenas para alguns…!

O aeroporto de Santa Maria voltou a estar no centro da actualidade política regional a semana passada, infelizmente, por um motivo que trará graves consequências para o desenvolvimento económico e social da ilha.
A ANA-EP, numa atitude baseada única e exclusivamente em critérios economicistas e que prossegue o que tem sido a prática desta empresa em relação ao aeroporto de Santa Maria, decidiu prolongar o encerramento nocturno daquela infra-estrutura.
Os marienses já estão habituados a que ANA tenha atitudes que vão contribuir para o agravamento da perda de importância estratégica do aeroporto, que ainda continua a ser um importante pólo de sustentabilidade económica da ilha. Não estavam era habituados a ouvir um dos membros da administração da empresa referir-se ao aeroporto de Santa Maria, como sendo “um aeroporto igual a qualquer outro… igual ao da Graciosa ou de outra ilha qualquer…!”
Realmente, na minha terra diz-se que “Gente tola e toiros, paredes altas!”, mas eu cada vez tenho mais medo de gente tola e ignorante do que dos toiros…!
Numa altura em que se fala na rentabilização do aeroporto de Santa Maria através da aposta nas escalas dos aviões de transporte de carga urgente, havendo mesmo propostas da Câmara Municipal (pelo menos da anterior gestão) que apontavam nesse sentido; sabendo-se que as escalas técnicas são uma das principais fontes de receita daquele aeroporto e que as mesmas se realizam preferencialmente à noite; sabendo da importância que o aeroporto tem em termos económicos, históricos e sociais para a ilha e para os Açores, é incompreensível toda esta situação que certamente terá repercussões na quantidade de postos de trabalho.
De acordo com a administração da ANA, o aeroporto de Santa Maria deu prejuízo no ano passado, contudo, os marienses continuam sem saber o montante desse mesmo prejuízo; continuam sem saber as razões que conduziram a tal situação; continuam sem saber se por acaso a empresa procurou alternativas que levem ao aumento da rentabilização económica do mesmo…
Por outro lado, todos continuamos sem saber as razões que levam a que o combustível no aeroporto de Santa Maria seja bastante mais elevado que nos outros aeroportos da região.
Numa altura em que se fala das chamadas “ilhas da coesão” e sendo certo que Santa Maria é uma delas, não se percebe porque razão a empresa que administra o aeroporto de Santa Maria adopta esta medida perante a passividade das autoridades competentes, nomeadamente o Governo Regional, que apenas durante o fim de semana tomou posição pública sobre o assunto. Parece que a coesão é apenas para alguns…!
É inadmissível que, vivendo nós numa regia ultraperiférica e exigindo (e bem) por parte da União Europeia, um tratamento especial por tal facto, sejamos os primeiros a contribuir para o acentuar das ultraperiferias das ilhas mais pequenas.
Por cá, a Secretária Regional do Ambiente e Assuntos do Mar, anunciou na semana passada como grande medida para a Lagoa das Sete Cidades, a construção de uma PRAIA FLUVIAL…!!!!!
Realmente há coisas que nem ao diabo lembram… que eu saiba e desculpem a minha ignorância, fluvial vem de rio, não de lagoa… por outro lado, realmente, as águas da Lagoa as Sete Cidades, não haja dúvida que são muito convidativas a banhos…!
Será que esta brilhante ideia, é uma das primeiras acções da empresa gestora do ambiente que ainda ninguém sabe quais são os objectivos, nem os corpos dirigentes e menos ainda quanto estão a auferir?!

analfabetado por ilheu às 13:14

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Há sempre quem se aproveita da miséria alheia!

Como se não bastasse toda a situação difícil em que se encontram os agricultores açorianos, ontem veio a lume mais uma notícia bastante reveladora de quão negativa é a Política Agrícola Comum, nos moldes em que se encontra.
Não é novidade para ninguém que todos os anos, os agricultores açorianos deparam-se com o mesmo problema: ultrapassar as quotas leiteiras e ter de pagar multas.
Como forma de tentar resolver a situação este ano, a Associação Agrícola de São Miguel tentou comprar quota em território continental, de forma a que os açorianos pudessem aumentar a sua quota e não ter de pagar as chamadas “multas” – até porque ainda não se sabe ao certo se o auto consumo vai ou não contar nas contas finais da quota regional…
Contudo, e como vivemos numa sociedade capitalista onde impera a lei da oferta e da procura, e como há sempre um “Chico esperto”, lá houve quem se tentasse aproveitar da situação de desespero dos agricultores açorianos, propondo o negócio por valores superiores aos da multa.
Esta é apenas mais uma ajudinha para apertar a corda que os pequenos e médios agricultores açorianos já têm ao pescoço.
Entretanto, e para ajudar à festa (como se diz por cá), a multinacional BEL que se instalou na Região beneficiando de apoios e incentivos quer parte do Orçamento Europeu, quer por parte do Regional, lá decidiu com arrogância e prepotência de quem tem a faca e o queijo na mão, baixar o preço de leite pago ao produtor.
Tudo isto, perante a impassividade do Governo Regional, com cujo secretário da tutela os produtores de leite se recusam a negociar.
Ora vejamos, nós temos um limite de produção de leite, normalmente ultrapassado porque foram efectuados investimentos genéticos no gado que aumentaram a capacidade de produção, sem que tivesse havido um aumento efectivo da quota destinada à Região.
Por outro lado, o que produzimos para consumo interno, erradamente tem estado a ser contabilizado no valor global da quota que nos está destinado, sem que haja por parte da União Europeia uma efectiva aplicação do Estatuto das Regiões Ultraperiféricas.
Além disso, os produtores produzem a mais, mas as empresas de lacticínios, continuam a receber o leite desses produtores, continuam a laborá-lo e vendê-lo e continuam a ter lucros à custa desse mesmo leite.
Quando um agricultor está em risco de ultrapassar a quota, as empresas inclusivé vão-lhe retendo parte do que lhe deveriam pagar como forma de assegurar o pagamento das multas.
Que há quem queira dar cabo do nosso sector produtivo como forma de justificar o investimento em outras áreas de actividade económica que deveriam ser complementares, não é novidade para ninguém, mas pode e deve ser combatido…
Que os belgas, os franceses e os italianos queiram defender a sua produção, nomeadamente na área dos lacticínios, é compreensível. O que não é compreensível nem aceitável é que o façam às custas do estrangulamento da nossa fileira do leite e muito menos com a complacência e perante o silêncio sepulcral do nosso governo e dos euro deputados eleitos pela Região que, em Bruxelas, deviam defender melhor os nossos interesses.
Dizem que o Povo tem a memória curta, mas os agricultores açorianos parece não a terem e por muito contestável que seja a medida, há mesmo alguns que já recordam as manifestações que invadiram as ruas de Ponta Delgada e Angra, quando decidiram derramar leite pelas ruas…
É óbvio que num mundo onde a cada dia que passa morrem milhas por falta de alimento, não posso concordar com uma medida destas, mas cada um tem de lutar com as armas que tem na mão…!
Entretanto, hoje é condecorado pelo Presidente da República o magnata Bill Gates pelo seu papel no combate à pobreza e às doenças no mundo, de referir apenas que este senhor é o homem mais rico do mundo, ou seja, a ajuda dada por ele a países, nomeadamente africanos, não é nada para quem detém uma fortuna que dava para alimentar inúmeros agregados familiares durante uma vida inteira.
Por outro lado, e como gente desta não dá ponto sem nó, quais serão os interesses subjacentes a tanta caridade?!
Aconselho vivamente quem puder a assistir ao “Fiel Jardineiro” e reflectir um pouco sobre estas atitudes benevolentes das grandes multinacionais ou dos seus donos.

analfabetado por ilheu às 13:02

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